Qual será o futuro dos nossos recursos hídricos?

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email

Água um recurso finito

Começando mais um ano de 4.573 milhões de anos da formação do nosso planeta, propomos a reflexão sobre o grande privilégio da vida que só é possível por haver água líquida em abundância na Terra, mas saiba que este bem precioso, como tudo que existe no universo é finito.

Biólogos acreditam que não há vida, pelo menos não tal qual a conhecemos, sem o elemento água. Por isso, astrofísicos buscam por água líquida no universo, indicação de algum tipo de organismo vivo. A água é fundamental em processos de sobrevivência, como a fotossíntese e a conversão de alimento em energia. No corpo de humanos, representa cerca de 60% da composição.

O crescimento da população mundial, das metrópoles e os hábitos de consumo, estão cada ano mais intensos, e consequentemente seus impactos, onde dentre outros recursos naturais, a água mesmo sendo fundamental para a existência e manutenção da vida, vem sendo desperdiçada e poluída, sem os devidos cuidados, como se não dependêssemos dela. É uma atitude irresponsável, atalho para cenários catastróficos.

Bem menos de 1% de toda a água do mundo é potável e de fácil acesso. Se depositássemos em um copo as reservas salgadas e doces, o que realmente aproveitaríamos se limitaria a uma gota de água. E ainda tratamos com desdém o que temos.

Uma pesquisa da WWF, o Fundo Mundial para a Natureza, mostrou que, entre os brasileiros, 95% dizem conhecer como se poupa o líquido, com banhos mais rápidos e mais espaçamento na lavagem de carros. E, no entanto, 48% nada fazem para gastar menos. Outros 68% veem no desperdício a causa de racionamentos. É o velho “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”.

Além de desperdiçarmos, somos descuidados com o que possuímos. Levantamentos da ONU evidenciam que 1.500 quilômetros cúbicos de água são poluídos todos os anos, seis vezes o que se tem armazenado em todos os rios. A cada dia, 2 milhões de toneladas de lixo são descartadas em reservas.

Bacia do alto Tietê

Esses números demostram, de forma cabal e inequívoca, a importância que devemos dedicar para a preservação da quantidade e manutenção da qualidade da água de nossos rios, em especial em regiões do país submetidas à condição de escassez hídrica, caso típico da Região Metropolitana de São Paulo, a maior do Brasil e responsável pela geração de aproximadamente 20% de seu PIB.

Os limites geográficos da RMSP estão bem próximos daqueles que delimitam a Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, sendo que o rio atravessa a cidade de leste a oeste numa extensão próxima de 30 quilômetros, a chamada Marginal Tietê e em todo esse percurso recebe uma grande quantidade de esgotos domésticos não tratados, o que eleva brutalmente seu nível de poluição, transformando-o em boa parte do ano numa verdadeira cloaca a céu aberto.

Em situação não diferente, encontram-se vários dos córregos e rios que nele desaguam, muitos deles na chamada condição de rio morto, com índice de oxigênio dissolvido igual a zero.

Um exemplo maior dessa condição deplorável pode ser observado no rio Pinheiros, o bucólico rio que no início do século passado era utilizado até como piscina pelos clubes e como área de lazer pelos habitantes mais próximos de suas margens, nos 25 quilômetros de extensão que atravessam a cidade de São Paulo.

São várias as razões que explicam essa degradação durante os 100 anos passados e que não serão abordadas por este informativo cujo foco maior será o futuro, ou seja, a anunciada despoluição do rio através do projeto batizado pelo atual governo como “Novo rio Pinheiros”.

Alguns dos resultados propostos são audaciosos e para conquistá-los, entendemos ser necessário a participação de toda a sociedade por meio de um ambicioso programa de conscientização sócio ambiental. Acreditamos no implemento de condições de navegabilidade, permitindo transporte de cargas, passageiros e até turismo.

O projeto “Novo Rio Pinheiros” também propõe o aproveitamento, precedido por adequações e grandes melhorias, de edificações já existentes no leito do rio, a exemplo da chamada Usina Elevatória de Traição. Serão criados espaços onde estarão disponibilizados diuturnamente serviços e lazer para a população, tais como restaurantes, bares, lojas, casas de espetáculos e outras instalações. Como o caso de sucesso internacional, o complexo de Puerto Madero em Buenos Aires.

A população almeja a anos que o rio Pinheiros alcance, paulatinamente, níveis mínimos de adequação das suas águas, possibilitando uma efetiva convivência e integração dos paulistanos com tudo aquilo que o rio pode oferecer.  E ninguém pode criticar iniciativas que conduzam com responsabilidade e seriedade o atingimento desses objetivos.

Nós do Instituto navega São Paulo, parceiros do governo e iniciativa privada, acreditamos que juntos com você poderemos resgatar a identidade, qualidade das águas e as múltiplas funções do nosso Rio Pinheiros “Viva o Rio Pinheiros”.

Carta da Terra – Princípios

“Aceitar que, com o direito de possuir, administrar e usar os recursos naturais, vem o dever de prevenir os danos ao meio ambiente e de proteger os direitos das pessoas.”

INSP

Uma grande expedição que a partir de um barco, navegando em um rio esquecido, busca uma nova cidade, mais humana, com menos desigualdade social e com mais qualidade de vida, onde a sustentabilidade é uma coluna fundamental da nova estrutura social que juntos acreditamos poder conquistar

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on telegram
Share on whatsapp
Share on email

Peixes no Rio Pinheiros?

Durante os últimos dias, muitas pessoas compartilharam vídeos de alguns cardumes de peixes no Rio Pinheiros.⠀Será que esses vídeos são reais?⠀É possível um rio tão

Leia mais »